Ponto final, um escudo do silêncio

Tanto
tanto amor,
tanto medo
tudo guardado
em pesados silêncios
tanta coisa guardada
no desespero sem causa
sem sentido,
mas com muito medo...

Tanto medo!
Medo?
Sentimento guardado
Amor mudo, coração calado
E o que nos resta?
Silêncio!

Agora, eterno silencio!
O amor será guardado
tudo continuara mudo
E o que nos resta?
Silencio!

Só me resta
silêncio
em suaves reticências...

Te resta medo
só medo
e resguardo
num denso
silêncio de um ponto
ponto final.

A rainha baixinha

Dentro dela
austeridade
simples
fortaleza
de uma imensa
mulher

Dentro dela
sinceridade
arma
e armadura
eficiente
e suficiente

Dentro dela
franqueza
e amizade
qualidades
que a coroam
em alto grau
de majestade

Não a toa
seu nome
valente
ecoa
nos corredores
de escolas
em casas humildes
nas ruas
morros
esquinas do dia-a-dia

É rainha sim!
pequenina
senhora
não ostenta seu posto
pois em seu
traçado
suado rosto
espelha a mulher
diária
nas batalhas da vida
entronada
e coroada
por seus súditos fieis
(um meio rebelde):
Seus Amigos
Sua Familia.

4mm

Em um espaço
tão pequeno
de uma tela fria
monocromática:

Pulsava
acelerado ritimado
cadenciado
numa suave
harmonia
a vida em sinfonia

Pulsava quente
num compaço
dançante
em valsa
paços de formação

Pulava na tela
apenas quatro
diminutos
milimetros
da sabedoria universal

Pulava da tela
a cento e oitenta
por minuto
devastando tudo
mudando o mundo
transformando
um homem
e uma mulher:

De dois amores
em um
com emoção
em um
em comunhão
em um só
só um
diminuto Coração

Minha terra

Tenho um pedaço de chão
Vermelho
Vermelho
Quase sangue
Tão vermelho

A terra
Desse diminuto pedaço
É talhada
Um sertão
Tão vermelho
Um deserto
Com chagas secas
Entalhadas
No chão vermelho

Meu sertão
Meu pedaço de sertão
Onde o sol
É mais quente no chão
Onde o ar é vazio
Onde o vermelho vivo
É um vasto deserto
Onde a única
A única água
Que brota
É suficiente
Nasce uma flor

Onde a única água
Que brota
São lagrimas
De dor
De amor
De esperanças
De saudades...